15 maio

Arlete do SINSPURS: servidores estão abandonados

15 maio

15 de maio de 2015.

Pronunciamento na tribuna da Câmara de Vereadores de Rio do Sul foi contundente e prefeitura respondeu

A presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul (SINSPURS), Arlete de Souza, usou a tribuna durante a sessão da Câmara de Vereadores de Rio do Sul, realizada nesta segunda-feira, 11.
O que levou o SINSPURS à tribuna, segundo Arlete, “é a falta de respeito da atual administração de Rio do Sul pelos servidores públicos municipais. A mesa de negociação não avança porque o governo não se decide sobre a maioria dos itens da pauta de reivindicações”. Arlete disse que o secretário de Administração, Givanildo Silva, é incompetente porque vem emperrando a pauta. “Fala que está em análise orçamentária. Ou diz que sim, ou diz que não. E o que se decide na mesa de negociação, cumpre-se. No entanto, fica empurrando com a barriga e não cumpre os pontos acordados com a categoria”.
Arlete também questionou o número e a qualidade dos servidores comissionados e foi incisiva com o prefeito Garibaldi Antônio Ayroso, o Gariba. “O prefeito foi pra imprensa dizer que a postura do Sindicato não agrada. Não sou presidente do Sindicato para agradar o prefeito, esse ou aquele partido. Meu papel é de defender os servidores”.
O maior impasse na negociação do Sindicato com a prefeitura é relativo ao aumento salarial real que a categoria reivindica de, ao menos, 5%. A sindicalista questionou salário de servidor braçal de R$ 803,00. “Dizem que não sabemos fazer contas, mas quem sobrevive com um salário desse é quem sabe fazer as contas para passar o mês”. Arlete disse que a prefeitura tem margem perante a Lei de Responsabilidade Fiscal para melhorar os salários dos servidores.

Conforme o pronunciamento de Arlete de Souza, além das melhorias salariais, outros itens da pauta de reivindicações não foram atendidas, entre eles: implantação imediata do Programa Qualidade de Vida no Trabalho; proposta de inclusão de auxílio-emergência; melhoria nas condições de trabalho em todas as secretarias, em especial nos refeitórios; organização do registro de ponto; auxílio alimentação proporcional à carga horária; atualização de laudo técnico das condições ambientais de trabalho; adicional por formação profissional maior; inclusão de adicional sobre atividades perigosas; carga horária de 30 horas semanais para assistentes sociais; resolução do problema de sobrecarga de trabalho dos auxiliares de serviços gerais; aumento salarial real; aplicação das horas atividades do magistério; descrição das atribuições de comissionados e reestruturação administrativa; pagamento das licenças-prêmio; adicional de capacitação; e inclusão de percentual de 25% para aposentadoria por invalidez.
Antes de finalizar, Arlete disse que a categoria continua em estado de mobilização e pediu apoio dos vereadores na negociação com o Executivo. “Pergunto o que é necessário para que se perceba que estamos abandonados, descontentes e indignados? Precisamos de respeito. Pedimos aos vereadores e vereadoras: olhem para os servidores, eles estão abandonados”, finalizou.

 

Resposta oficial da prefeitura enviada pela assessoria de imprensa

 

A Prefeitura de Rio do Sul recebeu do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul (SINSPURS) uma pauta de reivindicações com 23 itens. Segundo o secretário de Administração, Givanildo Silva, todos os pedidos foram analisados criteriosamente. Dez deles foram atendidos plenamente. Os demais gerariam um impacto financeiro de R$ 14.602.776,59 na folha de pagamento da prefeitura, dinheiro que o município não dispõe no momento.

“Temos responsabilidade orçamentária, devemos agir com cautela porque estamos vivendo um momento econômico de crise e de indefinição dos repasses oriundos do governos estadual e federal, que estão efetuando ajustes fiscais”, ressaltou o secretário.

Além disso, a secretaria já administra outro impacto que dificulta o atendimento das reivindicações, o reajuste do Piso Nacional do Magistério, que foi de 13,01% em fevereiro. “Nos últimos quatro anos, o reajuste do piso foi de 78%, contudo, o repasse do Fundeb aumentou somente a metade, com isso o município tem que arcar com o restante do investimento”, explicou Givanildo.

Os servidores são prioridade da administração municipal, que busca valorizá-los mesmo diante das limitações orçamentárias. Prova disso é a realização do concurso público do magistério. “Para valorização da carreira do magistério, o prefeito Gariba lançou o edital para nomeação de professores de carreira. Um avanço que vai dar garantias a muitos professores que hoje são contratados temporariamente”, destaca.

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