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Como você se sente como servidor público?

SINSPURS quer saber

 Veneriana Bardt de Souza

Veneriana é servidora pública há sete anos e meio. Por quatro anos atuou na saúde e há três anos e meio está na assistência social, no CRAS do bairro Progresso.

“Eu posso dizer que o serviço público é uma das principais atividades dentro de uma comunidade, porque a gente abrange um todo, as pessoas em todos os sentidos. Então, eu entendo que o servidor tem que ter muita ética no seu trabalho, ser responsável e principalmente ser muito humano no atendimento. Tento me esforçar pra atingir todos esses quesitos, pra se ter um bom atendimento, pra poder responder aos usuários da gente de forma positiva, de forma que atenda a demanda dele. Quanto ao serviço, adoro o que eu faço aqui. Trabalhei como técnica por um bom tempo, trabalhava no CAM, também foi uma experiência muito boa. E depois que eu terminei minha faculdade investi no serviço social. Passei no concurso público, que pra mim foi uma coisa assim muito boa, era o meu objetivo. Consegui, passei em primeiro lugar, isso pra mim foi dez né?!

E desde que estou na assistência social trabalho aqui em cima, no bairro Progresso. A gente atende o bairro Progresso, o Fundo Canoas. E desde então vem evoluído bastante, principalmente na estrutura, que primeiro a gente era anexo ao Asilo, depois fomos para a rua Papa João XXIII e aqui a prefeitura construiu esse espaço. Hoje aqui o espaço próprio é uma estrutura muito boa, com tudo o que a gente precisa pra desenvolver um bom trabalho. E entendo que a gente está tentando trabalhar com o social, com as famílias, o que não é um processo que a gente consegue um resultado tão rápido quanto desejaria. É um trabalho de formiguinha, que a gente gradativamente vai indo e vai tentando auxiliar as famílias naquilo que elas precisam. Tentar dar um futuro melhor pros nossos adolescentes, tentar encaminhá-los de alguma forma, orientá-los melhor. De forma que eles tenham uma perspectiva de futuro melhor, que garanta para eles uma qualidade de vida, bem como seus familiares.”

Maria de Lourdes Teixeira

Lourdes é servidora pública há um ano e dois meses, atuante na assistência social, no CRAS do bairro Progresso.

“A nossa rotina é uma rotina tranqüila, mas, às vezes nós temos alguns problemas, algumas dificuldades com usuários e, a gente acaba se envolvendo. Temos que estar buscando alternativas até com outros setores, outros serviços, para estar auxiliando. A gente trabalha em rede dentro da secretaria de assistência social da prefeitura. Trabalhar em rede é trabalhar com outros serviços, então, às vezes o usuário precisa da secretaria de saúde, precisa da educação. Daí como a gente tem o nosso serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, que é um serviço que atende a criança e o adolescente, a gente trabalha muito em rede com a educação. Então, é um trabalho bom de se fazer, é gostoso. Só que às vezes temos algumas dificuldades, mas, independente disso é muito bom, muito gratificante. Porque a gente também muitas vezes vê bons resultados desse trabalho em rede, desses serviços. É gratificante. Como servidor público aqui em Rio do Sul a gente pode dizer que é valorizado. Nós temos os nossos direitos, a gente se sente bem, é acolhido. Se tem algum problema a gente pode estar procurando a nossa secretária, o próprio prefeito vem nas reuniões às vezes, a nossa coordenadora, nossa chefe de divisão da proteção social básica que sempre atende a gente quando temos alguma reivindicação. Então, sempre somos atendidos, na medida do possível, porque às vezes realmente não dá pra resolver, não depende dela, mas na maioria das vezes sim. Me sinto bem no trabalho, gosto do que eu estou fazendo e gosto de onde eu trabalho.”

Elisete Ferreira

Elisete trabalha há sete meses no CRAS do bairro Progresso e há um mês tornou-se servidora pública.

“Eu estou muito feliz. É bom ser servidor público pelos seus direitos. Agora eu ganho um pouco mais, já posso pensar em comprar e pagar as coisas mais certinhas. E me sinto até melhor de saúde, mesmo que a gente tenha alguns problemas, mas, foi uma grande obra, sabe? Eu achei que não ia conseguir, pela minha idade, 50 anos, eu pensei “não vou conseguir”. Eu achava que nunca mais ia conseguir trabalhar, mas, foi muito bom. As pessoas aqui são muito boas. Comecei a trabalhar e achava que não daria nada certo. Mas, hoje eu sou como a “dona da casa”. Eu sei tudo, eu fico me sentindo grande. Elas precisam de mim toda hora, me pedem tudo. Eu nunca tinha sido funcionária da prefeitura, mas estou me sentindo importante, mesmo fazendo o serviço da limpeza. Eu atendo também as pessoas. E, bom, tive pouco estudo, né? Então hoje a gente se arrepende de não ter estudado mais. Mas eu me sinto bem importante no serviço que eu faço. Também pelas crianças, a gente fica um pouco em cada coisa mas é como se já fosse tudo uma família. E isso é muito importante, gosto muito do que eu faço. Aqui sinto como se fosse a minha casa. Hoje eu posso dizer que tenho duas casas.”.