Na sexta-feira 11, organizações que compõem o Fórum Regional de Entidades do Campo e da Cidade do Alto Vale do Itajaí, Oca Cultural e estudantes secundaristas realizaram em Rio do Sul ato público

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Na sexta-feira 11, organizações que compõem o Fórum Regional de Entidades do Campo e da Cidade do Alto Vale do Itajaí, Oca Cultural e estudantes secundaristas realizaram em Rio do Sul ato público, seminário e caminhada contra o pacote de maldades do governo Temer, que tramita no Congresso Nacional.

De acordo com uma das organizadoras das atividades, a presidenta do SINSPURS, Marilene Back Espindola, o ajuste das contas públicas, da forma como está sendo proposta, penaliza a classe trabalhadora, a exemplo dos servidores públicos “Existem alternativas a começar por cortes nos privilégios no Judiciário e no Legislativo. Tirar direitos do povo e congelar investimentos essenciais à população não é o melhor caminho e isso nós não aceitamos. Nossa luta é para impedir atrocidades e conscientizar a população para que venha pra luta conosco”, disse Marilene.

A PEC 55 estabelece que investimentos primários, como em Saúde e Educação, ficarão congelados por 20 anos. Além de protestar contra essa PEC, a manifestação também questionou as reformas do Ensino Médio, da Previdência e da CLT, a Consolidação das Leis Trabalhistas.

Como explicou o palestrante do Primeiro Seminário em Defesa da Classe Trabalhadora, o economista do Dieese, José Álvaro Cardoso, a reforma trabalhista põe em risco conquistas históricas como o 13º salário, jornada de 8 horas diárias, férias de 30 dias por ano e o bônus de um terço de férias. “Estão querendo nos dizer: ‘vocês são pobres e vão morrer pobres’. A elite não quer mobilidade social”, afirmou José Álvaro.

Ainda no Seminário o advogado Matusalém dos Santos falou da reforma da Previdência, iniciando pela história e a importância da seguridade social. “aposentadoria somente aos 65 anos vai causar mais desemprego, tirar a oportunidade de trabalho dos jovens e, consequentemente, vai atingir toda a economia local. Os trabalhadores serão os mais afetados em sua qualidade de vida, mas o comércio, serviços, indústria e vários segmentos da sociedade vão ser prejudicados”, explicou Matusalém.

O professor Cassiano Marafon destacou que rebaixar disciplinas como sociologia, filosofia, artes e educação física no Ensino Médio tem como objetivo único formar trabalhadores técnicos, robotizados, que trabalhem sem questionar e sem participar da vida política e social da comunidade. “Essa reforma é um retrocesso do ponto de vista humano e revela o que a elite pensa do povo. As pessoas precisam desenvolver o pensamento para serem cidadãs conscientes, participativas e que possam buscar o bem de todos. Caso contrário fortalece o individualismo, a ignorância, o preconceito, o senso comum. Querem um exército de mão de obra barata com essa reforma imposta por medida provisória”, denuncia Marafon.

Servidores municipais participam das manifestações

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul e Região (SINSPURS) havia decidido em assembleia que os servidores se manifestariam também no local de trabalho. “Em vários setores os servidores se manifestaram com cartazes, camisetas e fitas. Também um número expressivo de servidores participou do Primeiro Seminário Regional em Defesa da Classe Trabalhadora, das atividades na Praça Ermembergo Pellizzetti e da passeata. Vimos como é importante somar forças entre as entidades para unificar a luta! Aproveito para agradecer a todos que participaram, todas as entidades que ajudaram na organização, os estudantes do Henrique Fontes e do Instituto Federal. Também aproveito para agradecer os Bombeiros, a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que nos auxiliaram na caminhada da Rua XV ao Centro”, pontuou Marilene, que fez agradecimento especial aos servidores municipais, a quem ela representa.