Uma Síndrome chamada DEPRESSÃO

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Uma Síndrome chamada DEPRESSÃO

Começo este artigo citando o que considero o remédio mais eficaz para todas as doenças, principalmente as da alma: o AMOR. Segundo Erich Fromm, psicanalista humanista (1900 – 1980), o amor não é uma emoção e também não depende de um objeto de amor, é sim, uma capacidade criativa do ser que precisa ser desenvolvida como parte de sua personalidade e é a partir deste estado de amor por si mesmo que o ser se encontra preparado para amar o mundo a sua volta com suas facilidades e dificuldades.

A maioria de nós a conhece ou já ouviu falar a respeito desta doença chamada depressão, porém ainda restam muitas dúvidas acerca deste assunto. As principais são: o que é? E como reconhecê-la?

Segundo o Ministério da Saúde no Portal Brasil de 2014, a depressão atualmente atinge no Brasil cerca de 11,2 milhões de pessoas, sendo estes dados coletados em pesquisa realizada com indivíduos acima de 18 anos. Este diagnóstico corresponde a 7,6% da população – sendo que a prevalência é de 10,9% entre as mulheres e 3,9% nos homens. A doença é mais comum entre os idosos acima de 60 anos – 11,1%. Apenas 3,9% dos jovens de 18 a 29 anos relataram ter depressão. Do total dos que afirmaram receber o diagnóstico, 52% disseram usar medicamentos, 16,4% fazem psicoterapia e 46,4% apenas receberam assistência médica.

Mas afinal, o que é Depressão?

Segundo a medicina e as ciências que estudam o comportamento humano, é um estado emocional caracterizado por apatia/desânimo, tristeza profunda, redução do tônus e da energia no organismo, sendo que este conjunto pode levar o indivíduo a desenvolver também, disfunções físicas.

Como reconhecê-la?

São várias as causas que colaboram para o desenvolvimento desta síndrome, desde a predisposição genética – depressão herdada mesmo de antepassados distantes, até fatores ambientais – acontecimentos diários também conhecidos como depressão reativa. Alguns tipos de estafas mentais também podem levar à depressão, tais como, situações nervosas intensas; sobrecarga familiar ou profissional; desajuste social; dietas alimentares rígidas; incompatibilidade profissional.

A vida naturalmente está repleta de frustrações emocionais, fatores que bem elaborados numa mente equilibrada promovem o amadurecimento. Estas frustrações enquanto estão sendo digeridas pela mente eclodem, temporariamente, em conflitos internos, pois o indivíduo precisa decidir entre o que é necessário pra si e o que é apenas desejo, tudo sem interferir em sua relação com o outro. É um encontro e um desencontro constante entre o Eu e o Si Mesmo e o Eu e o mundo a sua volta.

Quando não há o equilíbrio neste processamento mental, ocorrem as estafas citadas acima, que em linhas gerais, pode-se dizer que:

Nos desajustes sociais temos as relações de dependência emocional, que são vínculos de apego em relação ao outro. Estes vínculos desencadeiam expectativas nas quais o outro se torna o depositário de seus desejos e projeções, tendo eles a obrigação de fazerem o que o indivíduo não se vê capaz de fazer ou sempre terem que retribuir os afetos e favores, o que normalmente resulta em frustração.

Nas sobrecargas o indivíduo assume responsabilidades físicas e mentais além de sua capacidade em atendê-las o que o leva a estafa, proporcionando a si sensações de incapacidade, impotência e fracasso. No caso das estafas profissionais temos a depressão que evolui para a síndrome de Burnout, adquirida através de pressão psicológica no trabalho imposta por assédio moral, sexual e excesso de funções.

Na incompatibilidade profissional, o indivíduo se encontra em confronto entre o que está fazendo e o que gostaria de fazer, ou seja, está em desacordo com sua aptidão.

Quanto aos tipos de depressão fica difícil enumerar, pois cada indivíduo a apresenta de uma forma bem particular, porém vão desde as mais sutis chamadas de melancolia esporádica ou depressão leve, até as mais severas com manifestações clássicas de desistência, isolamento e medo de viver.

Os psiquiatras são os profissionais habilitados para chegarem a um diagnóstico mais efetivo da severidade do processo, orientando o paciente, a partir daí, com medicação ajustada a sua situação, encaminhamento a um psicólogo para psicoterapia e, quando em alguns casos mais severos, internação hospitalar em que o tempo varia de acordo com a reação do paciente.

Segundo Kierkegaard, teólogo e filósofo existencialista (1813-1855), um homem só consegue encontrar a paz e a harmonia internas quando tiver a coragem de ser quem realmente é ao invés de querer tentar ser quem gostaria ou o que gostariam que fosse. Ele acreditava que o desespero interno do ser desaparece quando ele para de negar a si mesmo e indo ao encontro ao seu verdadeiro propósito de vida.

Psicóloga: SÍntia Regina Bonatti Reif  CRP:01788/12

Psicóloga do SINSPURS

 

ANEXOS:

Foto da Psicóloga SÍntia Regina Bonatti Reif